sábado, 26 de março de 2011

É POSSÍVEL QUE A MAÇONARIA SEJA UMA RELIGIÃO?

No decorrer dos anos, a maçonaria tentou cuidadosamente criar a imagem pública de que não é uma religião e que, contudo, é a "religião civil" dos Estados Unidos. As instituições maçônicas obtêm acesso onde a nenhuma denominação religiosa é permitido, realizando coisas que, vindas de qualquer outra, seriam consideradas violação da separação entre igreja e estado. Os maçons são as pedras fundamentais de alicerce dos edifícios públicos. Permite-se que façam apresentações em escolas públicas do que eles consideram virtudes maravilhosas.


Por outro lado, a maçonaria promove a si mesma como uma organização religiosa, uma sociedade que "aprimora homens piedosos". A maçonaria professa ser religiosa sem ser uma religião. Essa posição pode ser encontrada em várias de suas literaturas públicas. A franco-maçonaria tem razões muito boas para apresentar-se como uma sociedade beneficente. De outra forma, iria distanciar-se de algumas das religiões mais populosas do mundo, assim como do povo desinteressado, que não vai à igreja porque não tem tempo para nada religioso. Com toda franqueza, devemos perguntar-nos se as alegações da maçonaria são fidedignas. Se a maçonaria for uma religião, o que a Bíblia tem a dizer a seu respeito?

O QUE É RELIGIÃO

Se a loja fosse só um "clube", seria inofensiva. Entretanto, por todos os padrões imparciais e pelas palavras dos seus próprios eruditos, é uma religião. O Aurélio assim define "religião": 1. Crença na existência de uma força ou forças sobrenaturais, considerada(s) como criadora(s) do Universo, e que como tal deve(m) ser adorada(s) e obedecida(s). 2. A manifestação de tal crença por meio de doutrina e ritual próprios, que envolvem, em geral, preceitos éticos [etc]. 

Será que a maçonaria crê num ser divino? A resposta é um enfático SIM! Um dos padrões para a admissão na maçonaria é a crença num ser supremo. Isso consta no Ritual Monitor. No primeiro grau (aprendiz), o candidato mal acaba de entrar pela porta da Loja para ser iniciado e é sumariamente desafiado com a questão: "Em quem depositais a vossa confiança?" Sua resposta deve ser: "Em Deus." De outra forma não lhe é permitido continuar com o ritual de iniciação. Como oficial de uma Loja operante fui instruído assim, e estava preparado para remover o candidato do aposento da Loja se necessário. Visto que a maçonaria requer a crença num ser supremo tem, portanto, a primeira marca distintiva de uma religião.

Henry Wilson Coil, autoridade maçônica tida em elevada consideração, escreveu: A franco-maçonaria certamente requer a crença na existência de... um Ser Supremo, perante quem ela é responsável. O que pode uma igreja acrescentar, exceto ao reunir numa fraternidade os que têm sentimentos semelhantes? Isso é exatamente o que a Loja faz.

HÁ UM RITUAL MAÇÔNICO?

Será que a maçonaria exprime essa crença na doutrina ou no ritual? A resposta a essa questão é Sim. A maçonaria é altamente ritualizada, muito mais que a maioria das igrejas cristãs. As cerimônias da Loja são repletas de orações, ritos funerais e iniciações. Um oficial da Loja tem que memorizar literalmente horas de "trabalho" ritual (linhas de recitação), que devem ser repetidas com absoluta perfeição em toda reunião da Loja. Tão importante é o palavreado preciso, o trabalho com os pés e a encenação, que são providas "Escolas de Instrução", que os oficiais são encorajados a freqüentar. Peritos em ritual maçônico da Grande Loja observam os grupos em ação ritual e os criticam por infrações menores, quer no palavreado ou nos gestos. Frequentei tais escolas, e posso garantir que a disciplina é severa. Maçons conduzem funerais, abrem e fecham cada evento com oração e celebram ritos iniciáticos de passagem para graus mais elevados. Coil, autor maçônico, faz uma observação importante: A franco-maçonaria tem um serviço religioso para entregar o corpo de um irmão falecido ao pó de onde veio e para apressar o retorno do espírito livre de volta à Grande Fonte de Luz. Muitos franco-maçons fazem esse vôo sem nenhuma outra garantia de uma aterrissagem segura, exceto sua crença na religião da franco-maçonaria. Se essa for uma esperança enganosa, a fraternidade deve abandonar os serviços funerais e devotar sua atenção à atividades onde esteja segura de sua autoridade e em sua área. Talvez o máximo que possamos dizer é que a franco-maçonaria não tem geralmente sido considerada uma seita ou denominação, apesar de que pode tornar-se, caso suas práticas religiosas, credos, doutrinas e dogma forem tão ampliados no futuro como foram no passado." Isso certamente se enquadra na segunda marca distintiva de uma religião.

TÊM OS MAÇONS UM CÓDIGO DE ÉTICA?

Será que a maçonaria tem um sistema de crença, conduta ou filosofia? É óbvio, conforme evidenciam os ritos, a caridade da fraternidade e os volumes de literatura. Normas solenes de comportamento são requeridas de todo maçom, especialmente do que atingiu o Terceiro Grau, o de Mestre Maçom. Os maçons juram esperar uma morte sob tortura às mãos dos seus irmãos maçons como resultado imediato de violar qualquer das suas regras. Além da crença em um deus, o sistema de crenças maçônico também inclui: 1) A imortalidade da alma. 2) O julgamento dos maçons pelas obras que produziram. 3) A crença de que a caridade e a beneficência devem estender-se a todos, especialmente aos irmãos maçons e a suas famílias, viúvas e órfãos. 

Têm os maçons um código de ética? A resposta é afirmativa. Acima de tudo mais, os maçons devem manter invioláveis os segredos dos seus irmãos maçons. Essa discrição lhes é ordenada da forma mais severa, e os juramentos de cada grau tem todos os mínimos detalhes sobre o que pode e o que não pode ser feito por um maçom de um dado grau. Por exemplo, um Mestre Maçom não pode ter "relação sexual ilícita" com a esposa, irmã, mãe ou filha de um irmão Mestre Maçom. Ele não deve trapacear, agir de modo injusto ou defraudar um maçom. Nunca deve golpear com ira um maçom, exceto em legítima defesa da família ou da propriedade. Sua vida deve exemplificar as virtudes maçônicas da "irmandade, moralidade e amor fraterno." Isso evidentemente é um código de ética altamente desenvolvido, embora um tanto seletivo. É óbvio que a francomaçonaria tem todas as características distintivas de uma religião, de acordo com o dicionário! Qual é, então, nossa resposta ao anúncio da maçonaria de que ela
não é uma religião? Antes de negá-lo como mero item promocional de suas relações públicas, vejamos o que realmente se diz "em casa." Visto que a Loja é uma sociedade secreta, pode ser instrutivo observar o que líderes maçônicos escreveram só para maçons, e não para profanos ou "goteiras" (não-maçons) lerem. Caso isso soe um tanto paranóico, nosso ministério tem várias cópias do livro Morals and Dogma, (em inglês) de Albert Pike, com a seguinte impressão no frontispício: LIVRO ESOTÉRICO, PARA USO EXCLUSIVO DO RITO ESCOCÊS; DEVE SER DEVOLVIDO EM CASO DE AFASTAMENTO OU MORTE DA PESSOA QUE O RECEBEU. QUE DIZEM AS FONTES FIDEDIGNAS?

Algumas das autoridades maçônicas tidas em mais alta estima compartilham seus pontos de vista sobre a questão de se a maçonaria é uma religião. Leia as palavras de Albert Pike, 33° grau, chamado o "Platão da franco-maçonaria." Ele foi o antigo "Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho dos Grandes Soberanos Inspetores Gerais do Grau Trinta e Três": Toda loja maçônica é um templo religioso e seus ensinos são instruções religiosas. É a religião universal, eterna, imutável. A maçonaria não propaga nenhum credo, exceto o seu próprio, mais simples e sublime: aquela religião universal ensinada pela natureza e pela razão. Aquele rito chega na beira do véu... pois lá declara-se que a maçonaria é uma forma de adoração. Provavelmente o principal historiador e erudito da francomaçonaria nos tempos modernos foi Albert Mackey, 33° grau. Ele declarou: "A religião da franco-maçonaria não é cristianismo." Essas autoridades maçônicas, cada uma delas tida em elevadíssima consideração por metade das Grandes Lojas na América,13 concordam que a maçonaria não é uma religião, e não é cristianismo. O dicionário e as palavras das suas próprias autoridades e eruditos assim o declaram. Em adição à observação de Mackey de que a maçonaria não é cristianismo, podemos fazer mais do que apenas aceitar a sua palavra.

Retirado do Livro:
MAÇONARIA – DO OUTRO LADO DA LUZ


William Schnoebelen
Tradução de Lucian Benigno
MASONRY – BEYOND THE LIGHT
Maçonaria – Do Outro Lado Da Luz
1ª Edição em inglês © 1991 William Schnoebelen
1ª Edição em português © 1995 CLC Editora
CLC EDITORA
Caixa Postal 700, 12201-970
São José dos Campos (SP)

quinta-feira, 17 de março de 2011

A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

ESPIRITUALIDADE MAÇÔNICA

Sexta-feira passada, dia 11 a Loja Maçônica de Pesquisas Quatuor Coronati da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, patrocinou uma palestra muito interessante, cujo tema foi “A Espiritualidade e a Maçonaria”. O palestrante foi o Presidente da União Espírita Mineira, Irmão Marival Veloso de Matos que brilhantemente nos brindou com instruções fantásticas e sem proselitismo. Foi uma daquelas oportunidades que mesmo depois do final, ainda ecoa pela mente frases de grande impacto emocional, do tipo:

- Nós somos os artífices do amanhã.
- Nós refletimos nossa conduta de ontem.
- Busque a verdade, pois a verdade vós libertará.
- A vida é o eterno vir a ser.
- Trabalhe para passar do nível para o prumo.
- Servir é o melhor caminho de evolução.

Em momento nenhum ele recorreu aos princípios do espiritismo ou praticou alguma doutrinação e assim foi demonstrando que a Maçonaria também é um caminho para a espiritualização da pessoa humana. E eu me propus a refletir sobre isso e compreendi que o que praticamos não é a espiritualização religiosa é a conscientização que o Ser Humano é mais do que a matéria orgânica que o constitui. A Espiritualidade Maçônica é a relação natural do Maçom para com o G.A.D.U.’. Trabalhamos para a plenitude dessa relação transcendental; na Maçonaria somos levados às práticas morais e éticas que produzem um enlevo natural, uma aproximação com o Criador. Observe que a “Grande Moral Maçônica” está na frase:

- Construímos Templos à Virtude e Masmorras ao Vício;
- Virtude é o espírito, vício é a matéria, ou seja, trabalhamos para nos descartarmos do material e fortalecermos o espiritual. Em algum momento da vida maçônica devemos morrer, entregar a matéria inerte do corpo em um ataúde e nos prepararmos para a elevação do espírito. A espiritualidade é diferente de religião, pois não é baseada em crenças ou dogmas pré-determinados. A Espiritualidade Maçônica é sinônimo de libertação, vencer paixões, não ser intransigente, é laborar COM a matéria para que o espírito receba a recompensa, ao sermos iniciados, nos tornamos não só Irmãos Maçons, mas também adentramos em uma Irmandade espiritual que visa o desenvolvimento do grupo, “a libertação de nós mesmos. Os valores aprendidos ou pelo menos disponibilizados pelas instruções maçônicas, levam o Maçom consciente à condutas que demonstram a necessidade de ser seu próprio construtor e desenvolve a consciência do desprendimento. O mais interessante que a perfeita síntese sobre este tema, eu não encontrei em livros maçônicos, a melhor definição foi feita pelo Teólogo Leonardo Boff que faz parte do livro: Espiritualidade, diz o autor: “...espiritualidade vive da gratuidade e da disponibilidade de enternecimento e de compaixão, vive da honradez em face da realidade e da escuta da mensagem que vem permanentemente desta realidade. Quebra a relação de posse das coisas para estabelecer uma relação de comunhão com as coisas.”

Grato pela atenção

TFA

Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt 025
Segundas-feiras, Templo 801
Palácio Maçônico - Grande Loja
Belo Horizonte - Minas Gerais
0 xx 8853-2969
Ano 05 - artigo 11 - número sequencial 293


COLABORAÇÃO DO Ir.'. Sérgio Dias.

quinta-feira, 3 de março de 2011

A Luz e os Chakras

A Escada de Jacó na Maçonaria e o Ponto no Círculo ou seria o Círculo pertencente ao Ponto

"Em toda Loja Regular, Justa e Perfeita, existe um ponto dentro de um círculo pelo qual um Maçom não pode transpor. Este círculo é limitado entre o norte e o sul por duas grandes linhas paralelas, uma representando Moisés e a outra representando o Rei Salomão. Na parte superior do círculo o L.'. da L.'., que suporta a Escada de Jacó, cujo cimo toca os Céus. Caminhando dentro deste circ.'., sem nunca o transpormos limitar-mos-emos às duas linhas Paralelas e ao L.'. da L.'., e enquanto assim procedermos, não podemos errar."




Atras desta explicação escondem-se alguns mistérios e simbologias. Se o Temp.'. é a representação do Universo e está orientado de Leste a Oeste e de Norte a Sul (representado pelas colunas J e B), ao Oriente (representado pelo Delta), corresponde ao Equador terrestre. Sua profundidade é da superfície ao centro da Terra e sua altura é da terra ao céu.

Quando verificamos que o círculo é limitado entre o norte ao sul, podemos observar que no Globo Terrestre, que de fatoi, entre o Equador e o norte e o sul, existem os Trópicos de Câncer (no norte) e o de Capricórnio (no sul). Assim, desvendando simbolicamente pela luz da Astronomia.

Segundo as leis Astronômicas, o Sol em sua viagem simbólica ao redor da Terra na visão do terráqueo (na verdade quem em torno do Sol é a Terra), descreve uma eclíptica que nunca ultrapassa os Trópicos de Cãcer e Capricórnio e em cujo seus ápices, temos os solstícios de verão e inverno e quando esta perfeitamente alinhado, temos os equinócios de primavera e outono.

No Templo Maçônico, estas datas solisticiais estão representadas num símbolo, que é o Círculo entre Paralelas Verticais e Tangenciais. Este significa que o Sol não transpõe os Trópicos, o que sugere ao maçom, que a consciência religiosa do Homem é inviolável e que na sua caminhada não deve ultrapassar os limites impostos pela Ordem assim como o Sol não ultrapassa seus próprios limites impostos pelo Criador, as paralelas representam os Trópicos de Cãncer e Capricórcio e os dois S. João.


O Ponto do Centro representa o Ser Supremo, o círculo denota o deslocamento anual do Sol e as paralelas assinalam os solstícios entre os quais aquele deslocamento está limitado.

As duas paralelas também representam o binário (o bem e o mal, a noite e o dia, a virtude e o erro, o masculino e o feminino, aqueles pares opostos que limitam todo o círculo da existência). Daí ao nos deslocarmos ao redor do círculo, somos levados a tocar estes dois pólos, e assim, obtermos pela experiência dolorosa e aarga aquela educação da alma que é a razão central de nosso nascimento neste mundo material.

Devemos considerar o espírito iniciando sua jornada a partir do leste, segyuindo a circunferência, passando pelo ensolarado lado da vida, passando pela coluna da Luz ao sul, passando pelo ocaso a oeste, até chegar a coluna da total escuridão, não apenas na escuridão da Terra, mas muito maior escuridão espiritual advinda da absoluta desilusão que acomete o peregrino ao descobrir que todas as Instituições humanas lhe falharam, e na palavra maior de todos os Mestres, ele diz: "Ó, Senhor meu Deus por que me abandonastes?". Porém a coluna do norte apenas toca o círculo e, assim o peregrino ao completar a circunferência, chega a alvorada de seu segundo nascimento e vê a escuridão ser engolida pelo fulgor de uma Luz muito mais resplandescente do que aquela que lhe faltara, pois finalmente sua Jornada está finda e já pode retornar ao lugar de onde veio. O compasso cria uma ponte entre o aparente intransponível abismo que separa ao ponto central e a circunferência. Se fossemos apenas um ponto girando para sempre ao redor da circunferência do destino, nossa perspectiva seria desesperadora. Porém, cada um  de nós é um compasso, e o ponmto que esta no centro do círculo é a Centelha Divina, que esta dentro de nós, e assim, a partir deste centro jamais poderá errar.

Colaboração: Ir.'. Luis Genaro Ladereche Figoli - M.'. M.'. Loj.'. Simb.'. Palmares do Sul 213.
http://espacodomacom.blogspot.com/2008/11/escada-de-jac-na-maonaria-e-o-crculo.html




segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

TRÊS PENEIRAS DA SABEDORIA


Meia-noite em ponto! Mais uma jornada na construção do Templo terminara. Cansado por mais um dia, Mestre Hiram recostou-se sob o frescor do Ébano para o tão merecido descanso. Eis que, subindo em sua direção, aproxima-se seu Mestre Construtor predileto, que lhe diz:

– Mestre Hiram... Vou lhe contar o que disseram do segundo Mestre Construtor...

Hiram com sua infinita sabedoria responde:

– Calma, meu Mestre predileto; antes de me contares algo que possa ter relevância, já fizeste passar a informação pelas "Três Peneiras da Sabedoria"?

– Peneiras da Sabedoria? Não me foram mostradas, respondeu o predileto!

– Sim... Meu Mestre! Só não te ensinei, porque não era chegado o momento; porém, escuta-me com atenção: tudo quanto te disserem de outrem, passe antes pelas peneiras da sabedoria e na primeira, que é a da VERDADE, eu te pergunto: tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?

Meio sem jeito, o Mestre respondeu:

– Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram...

Hiram continua:

– Então, se não tens certeza, a informação vazou pelos furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da BONDADE. E eu te pergunto: é alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?

– De maneira alguma Mestre Hiram... Claro que não!

– Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e caiu nas cruzetas da terceira e última; e te faço a derradeira pergunta: achas mesmo necessário passar adiante essa estória sobre teu Irmão e Companheiro?

– Realmente Mestre Hiram, pensando com a luz da razão, não há necessidade...

– Então ela acaba de vazar os furos da terceira peneira, perdendo-se na imensa terra. Não sobrou nada para contar.

– Entendi poderoso Mestre Hiram. Doravante somente boas palavras terão caminho em minha boca.

– És agora um Mestre completo. Volta a teu povo e constrói teus Templos, pois terminaste teu aprendizado. Porém, lembra-te sempre: as abelhas, construtoras do Grande Arquiteto do Universo, nas imundícies dos charcos, buscam apenas flores para suas laboriosas obras, enquanto as nojentas moscas, buscam em corpos sadios as Chagas e feridas para se manterem vivas.

GRANDE ORIENTE DO ESTADO DE GOIÁS


LOJA ACÁCIA BRASILIENSE Nº 1183

Ir:. ABEL ARAÚJO FILHO

Qual MAÇOM você é?

"Como em todas as Organizações, podemos afirmar que também na Maçonaria não somos todos iguais. Existem, informalmente, diversos tipos de maçons que se caracterizam por seus comportamentos.

De conformidade com suas maneiras de se portarem em ralação à Instituição, vários tipos vamos evidenciar".



SUPERMAÇOM - Este é o que conhecemos, geralmente, como um figurão. Como sempre, amável e educado. Na vida profana ocupa posições de relevo; talvez por isso não tenha tempo nem se sinta obrigado a freqüentar nossos trabalhos. A Tesouraria quase sempre está em dificuldades com ele; entretanto, sempre tem seus defensores devido à posição de destaque que ocupa no mundo profano.

MAÇOM SATÉLITE - Também não é amigo da frequência, mas é prestimoso, amável, contribui sempre e generosamente quando solicitado. Não emite opiniões, não vive a vida da Loja, não procura criar casos. Embora prime pela ausência, as Diretorias nunca estão dispostas a enquadrá-lo porque no fim das contas é um bom sujeito, sempre disposto a colaborar, sempre pronto a ajudar um Irmão.

MAÇOM ENCOSTO - Também conhecido como irmão coitado, é carinhoso, chegado, gosta de se fazer de vítima, para ter apoio ou conseguir favores, que às vezes nem necessitaria realmente, aluga a Loja, mas na hora em que se precisa do retorno, ainda não retornou.

MAÇOM "NÃO SEI PORQUE" - "Não sei porque ele ainda é maçom; nem você, e talvez nem ele saiba". Não comparece; não colabora; dá trabalho ao Tesoureiro; critica o que se faz e o que deixou de ser feito; ninguém sabe porque ele entrou e como conseguiu galgar os diversos graus; porque ali permanece e porque demoram em eliminá-lo.

MAÇOM "PASTOR" - É aquele que se acha a última reencarnação Crística, quando começa a falar não pára mais, deveria fundar uma seita e não pertencer a Maçonaria, não aceita contradições, "conhece tudo", "sabe tudo" ou já "viveu isso", quer que os irmãos pensem que existem duas maçonarias, antes e depois de sua iniciação, fala pelos cotovelos e não diz nada, poderia ser chamado de Maçom Enche Saco!

MAÇOM DA SEGUNDA-FEIRA - Também poderia ser chamado de Maçom Standart. Comparece pontualmente a todas as reuniões. Maçonaria para ele se resume nisso: fica em seu lugar, não quer encargos, comissões, enfim não quer trabalhar. Não apresenta proposta; não entra em debates, discussões; nunca apresenta trabalho de cunho maçônico. Participa das votações porque é obrigado. O único serviço que presta à Loja é ser pontual com a tesouraria e dar boa referência às reuniões.

MAÇOM SIFRÃO - Também conhecido como Maçom Comercial, é aquele que está na Maçonaria apenas para vender o seu peixe, os irmãos não passam de clientes, comparece pontualmente a tesouraria para mostrar que está bem, não conhece nada de maçonaria, não lê nada, não faz nada que não venha a lhe render alguma medalha cunhada.

MAÇOM BUFÃO - É aquele que não leva ninguém a sério, muito menos a Maçonaria, é alegre, de conhecimento profundo, só piadas, seria um excelente irmão se tivéssemos apenas de ágapes.

MAÇOM COMUM - É aquele Maçom que comparece, ajuda, estuda, realiza na vida profana e familiar, esta sempre a disposição quando solicitado, não se envolve em confusões, nem as cria, é o verdadeiro obreiro, um ótimo espelho para os outros.

MAÇOM DONO DA BOLA - Geralmente ex-venerável forçado, MI, não consegue deixar o cargo e não larga do pé do atual Venerável Mestre, e quando possível faz questão de dizer que na gestão dele era assim ou assado, melhor que ele para dirigir a Loja, ninguém, acha-se dono da Loja, não admite que se faça nada sem sua autorização ou consulta, e se isso acontece, fica contra o projeto, irmãos de verdade para ele, somente aqueles que o apóiam.

MAÇOM DEDICADO - Finalmente o Maçom com "M" maiúsculo, sem subtítulos. Comparece às reuniões, vive os problemas da Loja, procura trabalho. Não rejeita encargos nem tarefas, aponta erros, aplaude êxitos. Assume responsabilidade sem segundas intenções. Não procura impor suas opiniões. Muitas vezes se aborrece, se desilude, mas, na próxima sessão, lá está de novo incansável. É o "que carrega a Loja nas costas". Procura estudar os rituais, o simbolismo, a filosofia maçônica. Não vive a exaltar seus feitos para chamar atenção, nem a criticar os outros. O que seria da Loja, da Maçonaria se não existissem essa consciência?

EM QUAL CATEGORIA NOS ENQUADRAMOS?

Autor: desconhecido

Dicionário Etimológico Maçônico – José Castellani

Editora Maçônica “A Trolha”.