segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Rei Salomão e o Templo de Jerusalém

O Reino de Israel, segundo a Bíblia, foi a nação formada pelas doze Tribos de Israel, surgindo no século XI a.C sob a liderança de Saul, seu primeiro rei. Sucederam-no Isbonet, Davi e posteriormente Salomão filho de David e Bate-Seba, sendo então o quarto Rei de Israel.

Salomão segundo algumas cronologias, reinou de 1009 a.C a 922 a.C e reinou durante quarenta anos. O nome Salomão deriva em hebraico de Shalom, que significa “PAZ”, tem o significado de “Pacífico”. Foi adicionalmente chamado de Jedidias( em Árabe Sulayman) pelo profeta Natã, nome que significava em hebraico “Amado por Deus”.



Era um Rei muito jovem e muito sábio. Seu pai, o rei David, pouco antes de morrer convocou a Corte e anunciou seus príncipes: “ De todos os meus filhos( porque muitos me deu o Senhor), Ele escolheu Salomão para herdar meu trono”. Mas Adonias, filho primogênito de David proclamou-se pretendente ao Trono, ma s segundo os profetas era vontade Divina que o sucessor fosse Salomão. Seu direito foi assegurado mediante ação decidida de sua mão Bete-Seba, do Sumo Sacerdote Zadoque e do profeta Natã, com a aprovação do já idoso rei David.

O novo rei mal entrara na adolescência e com grande responsabilidade. Uma noite, em sonhos, uma Voz lhe falou “Pede o que desejares e serás atendido”. Então implorou “Dá- me um coração entendido e sábio para julgar e discernir entre o bem e o mal”. Ouviu a promessa do Altíssimo: “Já que não pediste grandezas, nem a morte de teus inimigos, terás um coração tão sábio que ante de ti, ninguém te igualará. E terás riqueza e glória como nenhum rei teve ou terá”.

Assim começou Salomão, imbuído da Centelha Divina, o seu reinado. Era um rei pacifico, não era um líder guerreiro como seu pai, pois não precisou tornou-se um grande governante e um juiz justo e imparcial, e logo conquistou a amizade e admiração dos outros reis. Cumulavam-no de presentes valiosos, que vinham acrescer as riquezas já abundantes no reino.

O rei Salomão não perdia suas horas livres em ociosidade. Aproveitava esse tempo para elevar o espírito às regiões espirituais, filosóficas e poéticas. Deixou para posteridade “Provérbios”, Cânticos dos Cânticos” e Eclesiastes”.

No primeiro, tinha como tema recorrente o temor a Deus. Tinha consciência de que a sabedoria perderia seu sentido se não fosse guiada, especialmente em termos éticos e morais, pelo temor a Deus somente adquirido através do estudo da Lei e da prática de atos de bondade.

De suas observações sobre o desenrolar dos tempos, concluiu que “nada é novo debaixo do sol” e, deplorando a frivolidade humana, declarou: Vaidades de vaidades, Tudo é vaidade”.

O rei David, desejava construir uma casa para Deus, onde a Arca da Aliança ficasse definitivamente guardada, ao invés de permanecer na tenda provisória (Tabernáculo ou Santuário para os hebreus, existente desde os dias de Moisés). Este desejo lhe foi negado por Deus, por ter derramado muito sangue em guerras. No entanto isto seria permitido a Salomão seu filho, pois a vontade Divina de que a Casa de Deus fosse edificada em paz, por um homem de paz.

O inicio da construção do Templo de Jerusalém (Templo de Salomão) foi no quarto ano de seu reinado, e segundo o plano arquitetônico transmitido por Davi, seu pai.
O trabalho prosseguiu por sete anos. Em troca de trigo, cevada, azeite e vinho, Hiram, rei de Tiro, forneceu madeira (cedro) e operários especializados em madeira e pedra. Também contratou “um homem que soubesse lavrar, cinzelar, trabalhar com ouro, prata e ferro”. E veio Hiram- Abif, em sua mão foi lhe entregue a construção do Templo.

Edificaram-no no Monte Moriá, em Jerusalém. As paredes externas eram erguidas com pedras polidas que se encaixavam umas nas outras, sem necessidade do uso de qualquer ferramenta. Dentro, as salas eram revestidas de cedro, com adorno de flores em relevo.

O templo tinha uma planta muito similar ao Tabernáculo que anteriormente servia de centro de adoração do Deus de Israel. A diferença residia nas dimensões internas do Santo e do Santo dos Santos ou Santíssimo (salas), sendo maiores que as do tabernáculo. O Santo media 17,8 m de comprimento e 8,9 m de largura e 13,4 m de altura. O Santo dos Santos era um cubo de 8,9 m de lado.

Após a construção do magnífico templo, a Arca da Aliança foi depositada no Santo dos Santos, a sala mais reservada do edifício. Foi pilhado várias vezes. Seria totalmente destruído por Nabucodonosor II rei da Babilônia, em 586 a.C após dois anos de cerco em Jerusalém. O templo de Salomão durou 4 séculos. Décadas mais tarde, em 516 a.C, após o regresso de mais de 40.000 judeus foi iniciada a construção no mesmo local do Segundo Templo, o qual foi destruído no ano 70 d.C, pelos romanos, no seguimento da Grande Revolta Judaica.

Alguns afirmam que o atual Muro das Lamentações era uma parte da estrutura do Templo de Salomão, mas estudos científicos com datação atribuem ao muro idade próxima à década anterior ao nascimento de Cristo, podendo tratar-se do Terceiro Templo também destruído pelos romanos, não há comprovação de sua existência, não há registros extrabiblícos de sua existência.

Contudo Salomão foi efetivamente um grande construtor. Sua época historicamente considerada e arqueologicamente comprovada, e foi de grande prosperidade, e que pelos resultados de escavações arqueológicas e documentos diversos é possível estabelecer conclusões quanto á arquitetura atribuída ao Templo de Salomão, no que concerne a ornamentação, disposição das dependências, técnica construtiva, comparando a tradição bíblica com restos arqueológicos de outros templos do oriente.

O Templo de Salomão ocupa posição de destaque na simbologia Maçônica, sendo uma dos mais marcantes fontes de símbolos, alegorias e lendas para o ensinamento dos princípios Maçônicos.

A existência do Templo de Salomão é um mito, mas o Maçom não desprezará o repositório inesgotável de ensinamentos velados por alegorias que nos proporciona a história (ou lenda) da construção do Templo. Não desprezará a tradição dos Maçons operários, só porque a arqueologia ainda não obteve provas concretas e irrefutáveis. Nem mesmo negará a tradição bíblica por insuficiência de escavações arqueológicas. Na obra de Jules Boucher Simbólica Maçônica: “Os Maçons não tentamos reconstruir o Templo de Salomão; é um símbolo, é o ideal jamais terminado, onde cada Maçom é uma pedra, preparada sem machado nem martelo no silêncio da meditação”.

Wellington Oliveira, M.M.
ARLS Igualdade, Oriente de São Paulo - Brasil

Ensinamento Maçônico sobre a Entrada no Templo



Quando dizemos que somos de uma loja de São João justa e perfeita elevamos nossa alma ao grande arquiteto pedindo proteção ao nosso coração para mantê-lo puro perante as imperfeições e evoluções constantes no mundo, onde reconhecemos nossa pequenez e nosso grau de aprendiz, que nada sabemos e talvez chegarmos a conclusão que nada saberemos. Simplesmente vivemos e adquirimos maturidade terrena e material, sempre buscando algo que está longe demais de ser alcançado, e quando chegamos vemos que o grande arquiteto tem outros planos, muitas vezes corrige esse curso, outras nos proporciona a oportunidade de evoluir espiritualmente e como pessoa.

Devemos focar nossos objetivos para trazermos paz ao mundo e tranqüilizar os corações amargurados e sofridos em uma vida de tantas provações. Amizade a todos os irmãos, entendendo-os e relevando as mais diversas situações provocadas por seu grau de evolução, mostrando-lhes o caminho das pedras para seu aprendizado individual, refletindo sobre nos mesmos e lembrando constantemente do nosso estágio de aprendiz, que ao contrário do que achamos é cada vez menor, o que perante o grande arquiteto aumenta nossa responsabilidade perante seus objetivos em um mundo em constante modificação.

Prosperar para oferecermos conforto a nossas famílias e criar condições de fazermos algo mais pelo próximo e formarmos exemplo de cidadania, contribuindo assim para um mundo melhor é uma frase conceitual, mas na essência vem acrescida de tantas variáveis que montaríamos uma biblioteca, pois com ela pode vir cobiça, vaidade, ignorância e tantas outras que nos fazem perder o sono à noite. Será que a prosperidade tem algo a ver com longevidade? Algo que está interno ao ser humano e não nos prazeres mundanos? Será que a realização momentânea nos traz um vazio, contemplando aquele sentimento de que sempre nos falta algo? Será que ao estendermos a mão a um necessitado não estaremos prosperando muito além de nossos limites? Fazer a diferença não seja ser uma pessoa digna e um bom pai de família?

Prosperar! Palavra forte e concreta que nos remete ao céu, uma grande diferença entre a migração de uma coluna à outra, de um estudo conceitual a uma ideologia mágica de satisfação plena.

É somente isso trazes consigo?

O venerável mestre, aquele cuja responsabilidade é creditada a conduta de seus aprendizes, vos saúda com respeito e admiração, agradecendo em nome de todo seu templo de origem o privilégio de abrigar com o mesmo carinho que esse filho foi recebido em sua vida o dos irmãos de convívio, fazendo-o ter uma visão diferente, mitigando sua curiosidade a outros fatos que contribuam para o seu aprendizado, razão pela qual de seu glorioso nome... venerável mestre.

Quando construímos templos à virtude remetemo-nos aos notáveis cavaleiros templários, figuras fortes e marcantes que tanto contribuíram com nosso desenvolvimento, demonstrando garra, robustez e perseverança, trabalhando com muita alegria, cavando masmorras ao vício. O mesmo vício de fazer o bem e nos fazer progredir e acreditar que existem muitas variáveis que não temos conhecimento, migrando-os ao simples - louvável - aprendendo que os detalhes fazem as diferenças, que é na minúcia que descobrimos a arte.

Nesse momento lembramos de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, provável free maçom de sua época, estaria errado em tantos progressos nas áreas de engenharia, arquitetura, sociedade, música e artes cênicas de hoje? O nível de detalhe dos seus projetos nos levam a pensar que realmente temos muito a aprender, que realmente somos aprendizes. Muitas paixões foram vencidas, muitas vontades submetidas para realizar um dos trabalhos mais bonitos que a história protagoniza até hoje - a capela Sistina - que demonstra com suavidade e vigor toda energia despendida por um aprendiz que buscava algo, que tanto criou e contribuiu ao mundo e, talvez, tenha viajado as estrelas e ainda hoje continue buscando algo.

E o que ele queria? Um lugar que a história lhe reservou ou somente um lugar entre nós?
De tempos em tempos, o Céu nos envia alguém que não é apenas humano, mas também divino, de modo que através de seu espírito e da superioridade de sua inteligência, possamos atingir o Céu.
Giorgio Vasari
E seu venerável mestre lhe concedeu... e o mestre de cerimônia lhe acompanhou ao seu lugar de direito.



Maximiliano Schaefer, M.’.M.’.

ARLS Capela Aparecidense Nº 2923, Aparecida de Goiânia (Goiás) - Brasil

A Estrela de Cinco Pontas

Através dos séculos houve sempre a preferência por uma estrela de cinco pontas como figura dos astros de aparência menor do que a do sol e da lua. O planeta Vênus tem sido representado assim e é considerado uma estrela matinal e vespertina, ensejou lendas sem conta. Por outro lado, A Estrela de Cinco Pontas sempre foi, desde tempos remotos e até hoje, o distintivo de comandantes militares, e de generais.



Como Símbolo Maçônico, A Estrela Flamejante de origem Pitagórica, pelo menos quanto ao seu formato e significado, este muito mais antigo do que aqueles que lhe deram alquimia, a magia e o ocultismo, durante a idade média. O seu sentido mágico alquímico e cabalístico e o seu aspecto flamejante foram imaginados ou copiados por Cornélio Agrippa de Nettesheim (1486-1533), jurista, médico e teólogo, professor em diversas cidades européias. A magia, dizia ele, permite a comunicação com o superior para dominar o plano inferior. Para conquistá-la seria necessário morrer para o mundo (iniciação). Símbolo e distintivo dos Pitagóricos, A Estrela de Cinco Pontas ou Estrela Homonial é também denominada com impropriedade etimológica, Pentáculo (cinco cavidades), Penta Grama (cinco letras ou sinais gráficos, cinco princípios) ou Pentalfa. Importa saber que os pitagóricos a usam para representar a sabedoria (sophia) e o conhecimento (gnose) e provavelmente empregavam no interior do pentáculo a letra gama, de gnosis.

A Estrela Flamejante era símbolo desconhecido pelos pedreiros livres medievais. Seu aparecimento na Maçonaria, a partir de 1737, não encontrou guarida em todos os Ritos, pois o certo é que os construtores medievais conheciam a figura estelar apenas como desenho geométrico e não com interpretações ocultas que se introduziram na Maçonaria especulativa. A Estrela Flamejante corresponde ao Pentagramaton ou Tríplice Triângulo cruzado dos pitagóricos. Distingue-se do Delta ou Triângulo do Oriente, embora, entre os antigos egípcios representasse também Horus que em lugar do pai, Osíris passou a governar as estações do ano e o movimento.

O verdadeiro sentido da Estrela Flamejante é Homonial, eis que o símbolo designa o homem espiritual, o indivíduo dotado de alma, ou de fator de movimento e trabalho. Ou seja, o indivíduo como espírito ou fagulha interna que lhe concedeu o G.·.A.·.D.·.U.·. . A ponta superior da Estrela é a cabeça humana, a mente. As demais pontas são os braços e as pe rnas. Na Maçonaria essa idéia serve para lembrar ao Maçom que o homem deve criar e trabalhar, isto é, inventar, planejar, executar e realizar, com sabedoria e conhecimento. Pode ocorrer que o ser humano falhe nos seus desígnios. O Maçom também pode falhar como ser humano, mas seu dever é imitar, dentro de seus ínfimos poderes o G.·. A.·. D.·. U.·., o ser dos seres. Aí está O principal segredo do Grau de C... . Outra interpretação é a que se refere a 3+2=5, soma em que três é a divindade cuja fagulha é encarnada e dois é o material, o ser que se reproduz por dois sexos opostos e não consegue perpetuar-se de outro modo.

As cinco pontas da Estrela ainda lembram os cinco sentidos que estabelecem a comunicação da alma com o mundo material. Tato, audição, visão, olfato e paladar, dos quais para os Maçons três servem a comunicação fraternal, pois é pelo tato que se conhecem os toques Pela audição se percebem as palavras , e pela visão se notam os sinais. Mas não se pode esquecer o paladar, pelo qual se conhecem as bebidas amargas e doces, bem como o sal, o pão e o vinho. Finalmente pelo olfato se percebem as fragrâncias das flores e os aromas do altar de perfumes. A letra "G", interior com o significado de gnose ou conhecimento lembra a quinta essência, quanto ao transcendental. Quanto ao Homonial, lembra ao Maçom o dever de conhecer-se a si mesmo. No Grau de Companheiro recomenda-se ao Maçom o dever de analisar as próprias faculdades e bem empregar os poderes pessoais em benefício da humanidade.

POSIÇÃO DA ESTRELA FLAMEJANTE NO TEMPLO
Os Rituais do mundo e os diversos Ritos Maçônicos não se entendem também quanto à colocação da Estrela Flamejante no alto do recinto do Templo. Uns a colocam no oriente a frente do trono, outros a configuram no interior do D.·., o que parece mais sugestivo, principalmente quando o Obreiro na elevação de Grau é chamado a contemplar o Triângulo Radiante. Outros, entendendo que ela é de brilho intermediário, isto é, de luminosidade simbolicamente situada entre a luz ativa do sol e a luz próxima ou reflexa da lua, mandam situá-la no meio do teto do Templo, dependurada, ou pelo menos no meio-dia, onde à maneira inglesa está o 2º Vigilante. Outros a consideram uma Estrela do Ocidente. Lojas do Rito Moderno as têm colocado no ocidente ao lado do 2° Vig.·. (norte). Entende-se que a melhor forma é se colocar a Estrela Homonial no meio do teto do Templo, ou de maneira que o Iniciado possa contemplar o Símbolo quando é chamado a fazê-lo.

SIGNIFICADOS MAÇÔNICOS DA LETRA G NO INTERIOR DO PENTAGRAMA
Ficou demonstrado que a melhor significação do G central do pentagrama é gnose=conhecimento. O caráter Homonial da Estrela Flamejante é indiscutível, a luz das fontes pitagóricas e das referências gregas e romanas. Ninguém negaria ao Símbolo o seu sentido mágico, eis que Pitágoras se dedicava à magia. No pentagrama a letra G quer dizer principalmente gnose, porém para satisfazer gregos e troianos tem que se acrescentar os significados, GERAÇÃO, GÊNIO, GEOMETRIA e GRAVITAÇÃO, e também GLÓRIA PARA DEUS, GRANDEZA PARA O VENERÁVEL DA LOJA, ou para A LOJA, e tem sido registrado em muitos Rituais Maçônicos na tentativa de se encontrar ligação entre estes hipotéticos significados da letra "G". Diz-se que GERAÇÃO estaria ligada ao princípio (gênesis da Bíblia) ou a Arquem, dos gregos. Gênio seria o correspondente a "DJINN" dos árabes e a "GINES" dos persas, que no ocultismo tange aos chamados "ELEMENTAIS" ou "SEMI-INTELIGENTES ESPÍRITOS DA NATUREZA" e em outras interpretações quer dizer o espírito criador ou inventor, ou a chama realizadora. GEOMETRIA, ciência da medida das extensões, que lembra as regras do grande geômetra para realizar a Arquitetura do Universo. Na sabedoria ela provocou os diálogos sobre ORDEM, EQUlLÍBRIO e HARMONIA. A GRAVITAÇAO lembra Newton e sua lei: A matéria atrai a matéria na razão direta das massas e na razão inversa do quadrado das distâncias. ARQUEU, O PRINCÍPIO, O FOGO REALIZADOR A palavra Arqueu, que deriva do grego que queria dizer, princípio, principal, primeiro, príncipe, reino, domínio.

Para os gregos, a palavra tinha o sentido de poder formador da natureza. Seria a essência vital que exprime as propriedades e as características das coisas. Por comparação, corresponderia ao sopro divino que deu vida a Adão na Bíblia. Ensinam certas instruções maçônicas o motivo simbólico das chamas que envolvem a Estrela Pentacular, relembrando Arqueu, o Fogo Realizador, ou ensinando que a letra G significa o gênio ou a BUSCA SAGRADA que anima o C.·. M.·. . à realização.

Tem-se afirmado que a Estrela Flamejante traduz a luz interna do C.·. M:. ou que representa o próprio homem Maçom dotado da luz divina que lhe foi transmitida. A estrela de cinco pontas é então a força que impulsiona o companheiro em direção das suas metas e da sentido as suas realizações, o numero cinco a qual a estrela faz alusão se funde na alma do companheiro que uma vez elevado a um patamar mais alto pode vislumbrar as luzes desta estrela e pode-se então guiar por esta luz pra que a sua caminhada que já é longe das trevas do mundo profano possa se refinar e dar sentido a sua obra interior, absorvendo a luz desta estrela que representa o corpo humano e utilizando a quintessencia o companheiro desperta para as luzes do saber e da compreensão da humanidade e do sentido oculto do saber e do realizar.

Que o GADU ilumine as nossas mentes para que posemos sempre caminhar longe das trevas e em direção a sua Luz. .

Flávio Dellazzana, C.'. M.'.
A.'.R.'.L.'.S.'. PEDRA CINTILANTE, 60
G.'.O.'.S.'.C.'./C.'.O.'.M.'.A.'.B.'.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Muito Interessante!

A imagem de cima é após a explosão da bomba atômica e a imagem de baixo é após o tsunami.
De que material são feitos os "pórticos" das fotos ?
Colaboração:
Ir.'. Mario Dias de Mesquita.




Qual seria explicação deste Pórtico não sofrer nenhum abalo?

domingo, 19 de junho de 2011

Eu sou a Maçonaria


Nasci na antigüidade, nos idos tempos quando o homem sonhava com Deus. Eu fui posta à prova através dos tempos e a verdade prevaleceu.
As encruzilhadas do mundo têm as marcas da minha caminhada e as catedrais de todas as nações marcam a habilidade de minhas mãos.

Eu luto pela beleza e pela simetria. Em meu coração habitam a sabedoria, a força e a coragem daqueles que buscam. Sobre meu altar está o Livro Sagrado das Escrituras e minhas preces são para o Único e Onipotente Deus.

Meus filhos trabalham e oram juntos, sem hierarquia ou discórdia, nos mercados públicos e nas câmaras interiores.

Por sinais e símbolos eu ensino lições de vida e de morte, do relacionamento entre Deus e o homem e entre os homens.

Meus braços estão abertos para receber aqueles que atingiram sua maioridade, que sejam de bons costumes, e que me buscam por sua livre vontade.

Eu os aceitarei e os ensinarei a utilizar minhas ferramentas na construção dos homens e, por conseguinte, mostrarei a direção da sua própria busca da perfeição, tão desejada e tão difícil de atingir.

Eu ergo os caídos e dou abrigo aos doentes.

Eu me preocupo com o clamor dos órfãos, com as lágrimas das viúvas, com a dor dos velhos e destituídos.

Não sou uma igreja, nem uma associação e nem uma escola, contudo meus filhos carregam sua total parcela de responsabilidade para com Deus, sua pátria, seus vizinhos e consigo mesmos.

Eles são homens livres, persistentes na sua liberdade e alertas ao perigo que os espreita.

Por último, eu os comprometo a que cada um inicie sua jornada além do vale para a glória da vida eterna.
Eu reflito sobre a areia da ampulheta e penso quão pequena é uma vida só, no eterno universo.

Sempre ensinei sobre a imortalidade e mesmo quando eu elevo os homens da escuridão à luz, Eu sou um sentido para a vida.
Eu sou a Maçonaria
-Ray V. Denslow-
Tradução livre de Hernán Vilar – ARLS Mestre Pescador 154

A Missão da Maçonaria no Mundo de Hoje

A Maçonaria desde a sua existência, passa por diversos processos de transformações e provas, mas, resistirá heroicamente a todos os golpes de seus próprios filhos e sairá fortalecida sempre, pois tem uma missão a cumprir, e a cumprirá a despeito de todos quantos forem aqueles que se voltem contra ela. Sua força está em saber esperar e em saber resistir, sobretudo em ter a Razão contra tudo que seja escravidão, fanatismo, ignorância e aviltamento, pois o G\A\D\U\ exercerá Sua Força, eternamente derrotando estes inimigos.

          No caminho estreito do mundo há uma árvore de mau agouro e frondosa: a Crueldade que, produziu durante a história, ditadores, traidores, corruptos e sem princípios que abusam da confiança do povo, em todas as épocas e de todos os tamanhos. Estes elementos eram e são cheios de vaidades e ambições, duros de corações, carentes de escrúpulos, inimigos da liberdade de ação e expressão, e inimigos principalmente da Maçonaria que, tem a Verdade e a Justiça como pilares básicos de seu Templo Imortal.

          A Maçonaria tem como grande missão redimir, elevar, impulsionar e iluminar a Humanidade, dando a entender que não estamos isolados no mundo.

          O trânsito que a Humanidade se conduz, pode ser considerado como a raiz de uma árvore que um dia luzirá como copa frondosa, sustentada por tronco rijo e idoso, do qual somos a primeira célula.

          Pode-se afirmar que o progresso da Maçonaria é o resultado de uma cadeia de homens decididos e virtuosos, e mesmo assim, os passos que são dados na vereda do progresso, são tão curtos como minguado é o tempo que leva a Família Humana na face da Terra, comparado com os astros de sistema solar.

          Dizer sim como o Sol que ilumina os bons e os maus, dá calor a todos sem exceção ou distinção a todos os seres da Terra, assim deve a Maçonaria estender seu amor e sua benevolência a todas quantos a rodeiam, sem distinção, sem discriminação e muito menos sem rancores, porque tanto como o Amor é fértil, o Ódio é estéril e destrói o ser humano.

          É preciso que a Maçonaria dê exemplos à sociedade, para que não se reconheçam mais títulos e nem vantagens e que não desvirtue o estreito acatamento à Moral e ao exercício da Virtude. É preciso sim que se reconheça o quanto é amoroso, honrado e excessivamente virtuoso, pois a Virtude é para a Maçonaria a força de fazer o bem em seu amplo sentido, é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família, sem interesse pessoal. Em resumo, a Virtude não retrocede, nem ante ao sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.



       A Maçonaria pode ser considerada neste mundo como a mãe da sabedoria humana, e esta cumpre árdua missão, incansavelmente, com ousadia, perseverança e valor, sendo sua doutrina principal o Amor, revelando ao homem os ensinamentos principais como o de cumprir sua missão, custe o que custar.

          A Maçonaria pode, com certeza, afirmar que não há ser no mundo que não melhore em algo sua alma, enquanto ama outro ser, ainda quando se trate de um processo de um pequenino e insignificante amor. E os que não deixam de amar seguem amando, senão porque é a mais divina e ao mesmo tempo a mais profunda virtude humana.

          O caminho para o próprio convencimento do homem que queira seguir, não importa para a Maçonaria, para isso ela o deixa com sua liberdade de consciência e por isso não toma em defesa nenhuma religião, e convida seus obreiros ao estudo e à meditação sobre o único livro que o homem tem estudado profundamente, e de onde tem tirado todo o seu conhecimento. Esse livro é o que chamamos de Livro da Lei.

          No fundo da humilde vida do justo, só são inalteráveis e imóveis a Justiça, a Confiança, a Benevolência e a Generosidade. A nossa missão como maçons neste mundo é espalhar os ensinamentos do Amor. Na realidade ela não tem donos, não é um negócio, não é uma profissão, muito menos privilegia monetariamente ou mesmo materialmente aos que na Ordem adentram. O que nos enaltece e nos privilegia são os nossos ensinamentos, tendo como princípio base o amor que nos abre os olhos para muitas verdades pacíficas e doces, e nos dá a oportunidade de conhecer, em um objeto único, o que não havíamos tido nem idéia, concebido em mil objetos diversos. E com isso se alarga nosso horizonte e mais se estende o alcance de nossos corações entre os Irmãos.

          Não chegaremos a ser verdadeiramente justos, senão no dia em que deveremos ser humildes ao buscar em nós mesmos o modelo da Justiça que, com certeza, se esconde no fundo de cada um de nós.

          A Maçonaria é para poucos, mas, estes poucos muito se esforçam em fazer o bem pela Humanidade.

          Sejamos então muitos em prol desse mesmo bem.    


O Pensamento Zoroastriano

Texto fornecido por: Onaldo Alves Pereira

Pesquisa Ir.: Jaime Balbino de Oliveira
Conta a lenda que Zoroastro ao nascer ao invés de chorar sorriu. Essa história traduz muito bem a visão positiva e alegre que ele tem do mundo e de seu destino.
O antigo sistema de pensamento de Zoroastro, com todos os seus desdobramentos filosóficos, políticos e religiosos, continua atual em seus desafios e surpreendente abertura para a renovação.
A busca de Zoroastro começou como a de muitos dos profetas de então e de agora.
Chocado com as contradições da sociedade de sua época e decepcionado com as respostas dadas pelo meio pensantes ele decide fazer a sua própria descoberta. Difere, contudo das dos outros, a sua busca, por não ter como desencadeante o problema da morte. Mas o do estado de convivência social injusto de seu tempo e contexto. É interessante notar, desde logo, que ele começou fazendo perguntas e terminou descobrindo algo que lhe ajudou a fazer mais perguntas ainda, sem necessariamente acompanha-las com respostas.
Zoroastro descobriu o que queria, não como uma revelação e nem como coisa privativa sua. Ele encontra o óbvio, o que está escrito nas páginas da vida e pode ser lido por qualquer um. Ele é uma pessoa comum que no esforço de seu intelecto e na sensibilidade de seu espírito consegue ver que este é um mundo bom, criado por um Deus bom e destinado a alegria radiante. Constatando isso, ele desenvolve uma resposta que tem tanto uma elaboração filosófica como conseqüências práticas para a vida.
A grande questão, colocada para ser resolvida por todos os sistemas filosóficos e religiosos, o bem e o mal, para Zoroastro se resolve dentro da mente humana. O bom pensamento ou boa mente cria e organiza o mundo e a sociedade, o meu pensamento ou má mente faz o contrário. Cabe ao ser humano fazer uma escolha e ele tem o poder e a capacidade de fazê-la.
O Cosmo inteiro está a seu favor quando escolhe a boa mente enquanto que a má mente isola e portanto, angústia aquele que por ela opta. Essa escolha é feita no dia-a-dia da pessoa, em cada ação. Ninguém pode fazer uma opção definitiva, essa é um mecanismo dinâmico e progressivo.
Essa escolha não desencadeia a salvação ou perdição de alguém, ela é parte de um processo de aprendizagem contínuo, aberto e reformável de acordo com o contexto. Com o progresso de cada indivíduo progride o mundo, é acelerada a criação do universo. O quadro só será completado quando todos tiverem chegado lá. É como numa orquestra, o concerto só é possível após cada instrumento estar afinado. Aliás, essa é a organização interna de todas as coisas em suas especificidades. A condição da parte garante o funcionamento do todo.
Essa descoberta de Zoroastro levou a conclusões inusitadas e revolucionárias. Acenou com uma nova organização social e uma nova religião.
A religião baseada no medo do mistério e no apaziguamento de suas forças através da magia e da expiação não fazia mais sentido. Ele descobrira uma religião da alegria participativa. Admirada diante do fato de ser feita parceira de Deus em seu projeto de mundo, através de um processo de livre escolha e colaboração, a pessoa responde com o cultivo de Boa Mente, de Boas Palavras e de Boas Ações. Essa é a ética da responsabilidade.
Esse esforço, que inicialmente é individual e continuará a sê-lo, recebe, contudo o poder transformador de Asha.
Asha é o princípio organizador de Deus o qual traz em si todas as qualidades, justiça, retidão, cooperação, verdade, bondade etc. Asha age no mundo, em todos os setores e especialmente, nas pessoas que lhe abrem a mente. Ela estimula, provoca, incentiva e capacita à escolha e prática do bem. Asha poderia ser comparada à tomada que nos conecta à energia vital e criativa de Deus.
As pessoas que vão descobrindo a capacidade que têm de fazer essa opção vão se unindo na descoberta natural de que são parte de um todo magnífico, que se forma em parceira com Deus.
Nesse sistema não tem lugar de destaque a fé ou a crença. Não é necessário crer, é preciso saber e agir de acordo com o que se sabe. Temos aqui então uma religião do conhecimento.
A visão de mundo de Zoroastro não coloca o ser humano como o centro, o motivo de ser do planeta. Antes, uma das tarefas dadas pelo pensamento de Zoroastro é que o ser humano ache o seu lugar no mundo de forma harmoniosa, de modo a não desequilibrar o meio.
Reverenciar e proteger a terra, a água, o ar e o fogo além dos outros seres viventes, é uma preocupação constante que aparece no pensamento gático.
Não há diferença de raças ou de gênero em Zoroastro. O Deus descoberto por Zoroastro não é tribal e não tem um povo escolhido dentre os outros povos. Tanto o homem como a mulher pode tomar a liderança, mesmo nos ritos religiosos.
Talvez o que haja de melhor em Zoroastro seja a abertura, quase desafio para se seguir adiante perguntando, descobrindo, mudando e tudo isso, num movimento dinâmico de progresso. Nada está fechado numa ortodoxia oficial. Em seus cânticos ele faz 93 perguntas sem respostas. Está ausente ali a arrogância de dono de uma verdade estática e acabada.
A doutrina de Zoroastro ensina a emancipação e a autonomia do indivíduo. Só a partir disso se torna possível a descoberta do outro como pessoa e conseqüentemente a criação de comunidade. Não há lugar nessa visão para qualquer anulação do ego. Antes, o ego é reafirmado e colocado como base do encontro com o outro. Se sadio e bem amado o ego forte é poderoso na capacidade de doação e desprendimento.
A sociedade é para ser organizada dentro desses princípios de livre escolha, boa mente e busca do bem de todos os seres.
Os líderes têm que ser escolhidos por serem justos e equilibrados.
Zoroastro, apesar das dificuldades que enfrenta em seu tempo e que, também desencadeiam sua busca, não vê o mundo como arruinado, do qual urge fugir e se possível salvar alguns. Antes, o mundo é uma obra em fase de acabamento ao qual somos convidados a unir criativamente nas nossas vidas. Essa visão de mundo provoca uma ética diferente da que dominou o mundo ocidental, que recorre à punição/recompensa como veículo principal de estímulo ou contenção. A prática profunda desse pensamento na sociedade não teria criado um sistema judiciário com prisões.
O ser humano não está contaminado pelo pecado, antes, pelo contrário, capacitado à escolher a boa mente e a construir um mundo diferente. Uma leitura de Zoroastro com essa abundância de negações não lhe faz justiça. O contexto judaico cristão onde estamos inseridos, porém nos obriga a usar esses termos, pelo menos num primeiro momento.
Resgatado e atualizado esse velho pensamento pode fornecer material para a ética que precisamos nesse nosso tempo. Ele é aberto, estimula o conhecimento e a pesquisa, é ecológico, inclusivo e pode ser também fonte de uma profunda e rica espiritualidade.